sábado, 14 de março de 2009

[#74] [poema em LP]

CrOMOsSOMOScriATIVOS 2009©
Entrada de Santos, Rodovia SP-150
E logo o sol nasce em meu escritório, a praia!

[LADO A]

PROCESSO criativo, discussão positiva,
Visões distintas, opiniões relevantes,
Mentes em exercício, experiências combinadas,
Inspirações diversas, resultados inquietantes.

Verdadeira parceria, em palavra e acepção,
Simbiose em plena prática, mútua compreensão,
Parte e contraparte em fecunda reciprocidade,
Relação «ganha-ganha», prova de cumplicidade!

[LADO B]

Despertador? As carícias dos primeiros raios de sol da manhã...
Ar condicionado? Uma janela aberta, beija-me a ventania no rosto!
Possibilidades? Todas, infinitas, ao alcance dos olhos, a um estalar de dedos.
Limite? O Céu, talvez, se existir, descubro quando estiver lá...

Caminhos: retas e curvas, declives e aclives, natureza e asfalto. Pé na tábua!
Energia: nutrição adequada, dieta balanceada, inusitadas combinações. Só delícias!
Matéria-prima: lembranças diversas, memórias revisitadas. Só escolhe quem conhece!
Forma e conteúdo: a incansável busca por equilíbrio e harmonia. Mais, sempre mais!

segunda-feira, 9 de março de 2009

[#73] [poema mutante] Meu Coração Wolverine

s4br 2008©
Night in Mexico City
Sons e luzes em meio a escuridão...

TENHO um coração 'Wolverine',
Protegido por 'Adamantium', duro e frio,
Que a cada golpe sofrido, a cada nova paixão,
Segue vivo a pulsar, renascido.

Fator de cura, genes modificados,
Envolto em ilusões, sou um ser solitário,
Mutações sentimentais, o encontro marcado,
De um super-herói sem glórias, outrora despedaçado.

Em densa floresta de sonhos, refugiado,
Grito por socorro, sufoco as lágrimas,
Busco acelerar a melhora, um remédio,
Poção mágica, pílula azul, o que seja!

E eis que ouço ao longe tua voz,
Recobro a consciência, recupero a visão,
E com toda atenção deste mundo, te pergunto:
Por quem cantas, será por mim, será por nós?


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

[#72] [poema aéreo] Rios, Pontes & Subways

s4br 2009©
Finger no Aeroporto de Congonhas, São Paulo.
Pronto para decolar, de CGH a THE!!!

QUERIA, sim, era pular o Carnaval,
Até chegar o próximo feriado, Páscoa,
Padroeira, aniversário, passatempo:
Passa, tempo! Passa logo!

Precisava, mesmo, era saltar o tédio,
Desaparecer com esta monotonia,
Embarque, desembarque, passagem de ida e volta:
Volta sempre! Volta !

Uma ponte? Que seja, então, etérea, aérea!
Curto o tempo, supero a distância,
A converter milhas em poucos passos,
E a imensidão do céu em meu espaço!

Um rio? Que sejam, enfim, dois, ora pois!
Prorrogo a estadia, encurto o percurso,
A transformar palavras em alguns versos,
E o encontro das águas em teu santuário!


sábado, 21 de fevereiro de 2009

[#71] [um poema folião] Meu Carnaval é de Cinzas

s4br 2009©
THE by night...
Atravesso a avenida, mas não vejo a Apoteose...

TEMPO em que sinto-me algo estranho, deslocado,
Pois se vivo o ano todo, a vida toda a sorrir,
Por que haveria, bem agora, de fazer diferente,
Já que contrariar é a regra, quando regra não há?

Feriado em que pareço bem mais sério, calado,
Pois se passo os dias, a cada dia como sendo único,
Por que teria, justo hoje, de ser de outro jeito,
Já que o irreal é o real, quando realidade não há?

Reinado de Momo, Baco tropical sem bagos, nem uvas,
Cercado, de fato, por rainhas e princesas efêmeras,
Cujos pés e passos não param, frenéticos, há horas,
Cobertas de prata, banhadas em suor, desejos e aplausos .

Início do fim de longa hibernação, letargia coletiva,
Marca, na prática, o começo de um ano já não inteiro,
De cumprir-se as promessas esquecidas há dois meses,
Vestidas de branco, regadas a licor, brindes e borbulhas.

Meu Carnaval é de Cinzas, do grito à quarta-feira derradeira,
Meu Ano Novo atrasado, há várias semanas parado, incerto e preguiçoso,
Pois não me basta estar palhaço, rei ou otimista só por três dias,
Quero rir, reinar e viver todos os dias, ser eu mesmo e mais ninguém!


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

[#70]

s4br 2009©

Cajuína gelada! Melhor, impossível!

LONGA espera, apreensão, tamanha expectativa,
Após tantos planos, contratempos, várias tentativas,
Novos ventos sopram rumo norte, meu destino,
Preparado, é chegada a hora, eis o grande dia!

Finalmente, cá estou em escaldante terra firme!
Unidos por letras e músicas, tal qual o roteiro de um filme,
Guiado pelo amigo de longa data, por sua terra querida,
Ao encontro de rios, artes, musas, sabores infinitos!

Impressionado a cada passo, a cada praça, caminho, não desanimo,
Sabores que provo, a provar que tantos são seus encantos,
Néctar cristalino refresca-me, nutre-me, é pura energia!
Cercado de musas, inspiro-me, é tanta beleza vista, em êxtase, regozijo-me!

Entretanto, passa o tempo, por mais que parecesse sobrar,
Encontro-me deveras saudoso, igualmente esperançoso,
Respiro fundo, renovado, sem temer o que o futuro me reserva,
Pois levo comigo muito mais do que jamais pensara trazer.

No dia da partida, contrariado, ainda que não quisesse ir,
Sinto-me um tanto quanto melancólico, talvez nostálgico,
Reflexivo, compreendo o momento, vivo o fato, agradecido,
Certo de ser a primeira de muitas, muitas, jamais a última jornada!


domingo, 18 de janeiro de 2009

[baile poético] Shall we dance?

s4br 2007©

Ladrilhos: até onde me levam? Ao portão de embarque?

SALÃO nobre, respeitável agremiação,
Ilustres convidados, trajados com distinção,
Noite de gala, um momento mágico,
Clarão intenso, de brilho único.

Troca de olhares, ao longe, minha tentativa,
Tímidos sorrisos, tão perto, tua reação,
Em meio a tantos rostos, não mais te confundo,
Sabemos que somos par, só nos falta estar juntos.

A honra da contra-dança concedida (respiro fundo!),
Mão sobre mão, de leve envolvo-te a cintura,
Meus dois pés esquerdos, finalmente em acordo,
Endireitados por sublime encanto, flutuam, deslizam.

Neste baile secreto, particular e exclusivo,
Cuja própria trilha sonora segue seu ritmo,
Sob um disco eterno, infinito, em alto e bom som,
Sem limites, sem pudores, somos, finalmente, um do outro.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

[poema marítimo] O Velho Marujo

s4br 2008©

Homenagem do AC Milan a este que vos escreve...

Buenas!

Mais um ano que se inicia e o 'Blogue' de Milford Maia segue em plena atividade!

Eis o texto de abertura desta temporada, intitulado 'O Velho Marujo'. Espero que seja o primeiro de muitos e claro, do vosso agrado e satisfação.

Forte abraço!

SIM, de volta está o Velho Marujo,
Ainda que cansado, em frangalhos,
Na distância oceânica, jamais deixou de estar,
Sob agonia titânica, nunca deixou de ser quem é.

Por mais que parecesse triste, procurou sorrir,
Por mais solitário que estivesse, tentou seguir,
Ainda que não houvesse energia, relutou desistir,
Ainda que harmonia não encontrasse, buscou resistir.

A nau seguiu seu caminho, sua rota para casa,
Em mares incertos, sob furiosas tormentas,
Navega, veleja, sente a força do mar revolto,

Finalmente, em terra firme, ao encontro dos seus, torna-se
Adjetivo coletivo, domínio e solução de seus problemas,
Sujeito de sua própria oração, Capitão da nave de sua vida!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

[retorno poético] De volta

s4br 2008©

Verão em Havana, Cuba: cultura, calor e mojitos!

MEU pensar me disse muito, de dentro, do âmago, do fundo,
A alma grita, pede o novo, não se contem,
A mente vacila, quer a lógica, não se reprime,
O corpo claudica, espera a mudança, não se detém.

Males crônicos, escolhas trágicas,
Situações cômicas, repetições dramáticas,
Atuações patéticas, atrações pífias,
Entonação ríspida, reações estúpidas.

Deixei se ser sujeito, objeto direto ou indireto,
Dum verbo transitivo, mas que teimava em intransigir,
De primeira pessoa que conjugava, nem no singular, nem plural,
Tornei-me um sujeito oculto, talvez indefinido.

Entretanto, quando presumido morto, falecido,
Eis que das espumas do mar, das ondas, do vento,
Da fina areia e do denso mangue, retorno, retomo e declaro:
"Eis a minha volta, pois não há mais porque ir".

segunda-feira, 28 de julho de 2008

[conforto poético] Potável

s4br 2007©
Tláloc, Dios de la Lluvia: Museo Nacional de Antropología, México, DF.
Tláloc, Dios de la Lluvia: Museo Nacional de Antropología, México, DF.

SOU um refém da água potável,
E do conforto da vida moderna,
Tanto o quanto for cômodo,
Tudo o que seja mecânico.

Ainda que não seja eterno,
Por mais que pareça inquebrável,
Algo que seja eletrônico,
De uso e manejo automático.

Pergunto-me, será tudo isto realmente necessário?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Milford Maia de volta a'O Gato que Pesca!!!

BOS días, ¿durmiches ben? (sim, sim, aprendi mais uma expressão em Galego!)

Após praticamente quatro meses de ausência (ou seria de sono profundo?), Milford Maia marca presença no 'blogue' O Gato que Pesca.

Dedicado a comentários musicais, paisagens sonoras e visões que vão além do quotidiano, trata-se de um trabalho conjunto, uma ação entre amigos, sempre com a música como fio condutor dos textos.

'Never There', da banda californiana CAKE (sim, com todas as letras em maiúsculas), foi o mote que gerou a seguinte postagem:

http://ogatoquepesca.blogspot.com/2008/07/never-there.html

E não deixe de visitar o próprio 'blogue', com muita música em palavras:

http://ogatoquepesca.blogspot.com

Forte abraço!

terça-feira, 8 de julho de 2008

[congelamento poético] Resfriamento Global (ou ainda Groenlândia Particular)

s4br 2008©

Eis uma boa razão para congelar-se. Mas nem isso mais é permitido...

NA alva imensidão, perdido, não sou mais que um
Solitário, sempre distante, em meu refúgio,
Em alta latitude, exposto, falta-me atitude,
Sinto frio, a noite cai e com ela, meu ânimo...

Acerto o despertador para a manhã seguinte,
Surpreso, percebo que estou seis meses mais velho,
Porém, não mais experiente ou sábio, não!
Pelo contrário, sinto-me mais cansado, esgotado.

Tardia primavera, insiste em ser inverno,
fora, o sol, a neve não consegue derreter,
Apressado verão, logo transforma-se em outono,
Aqui dentro, o dia dura outros seis meses...

Frente à vastidão polar, reajo, ponho-me a pensar:
Quebrarei o gelo, direi ‘bom dia’, antes que seja tarde demais,
Depois de anos isolado, reflito, passo a afirmar:
Abrirei a porta, direi ‘adeus’, antes que seja noite outra vez.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

[poema subjuntivo] Mais ou Menos

s4br 2008©

Milford in America: Sunset at Venice Beach, California.

Bos días! (minha primeira aula de Galego, que belo idioma!)

Após um longo período de inatividade (convalescença, excesso de trabalho, viagens, etc.), o blog de Milford Maia está de volta!

Antes de apresentar o mais recente texto, gostaria de agradecer ao amigo Scotch Miller, pela paciência e companheirismo, principalmente nos momentos mais duros do 'burnout' (em breve, falarei mais sobre o tema). E que a 'Torradeira Jedi' siga sua saga!

Enfim, estamos de volta!

Abaixo ao mais-ou-menos! Vamos ao mais, sempre!

Forte abraço!


I

CANSEI do mais ou menos,
Não sei bem como definir,
É mais ou menos assim:

Se eu vivesse um amor assim,
O mais ficava ainda mais,
E o menos, menos menos.


II

Passei do tempo de ter menos,
Não sei como pude permitir,
É menos do que sempre quis:

Que eu tenha o que mereça,
O menos deixa de estar a mais,
E o mais, dá lugar ao que era menos.


III

Entendi que é hora de ter mais,
Não sei ainda como será,
É mais do que um dia sonhei:

Quando formos nós, não mais ela e eu,
O meu e o seu, o nosso, será mais,
E o menos? Não haverá lugar pra menos!

quinta-feira, 13 de março de 2008

[exílio poético] Eu não sou eu mesmo quando estou aqui

s4br 2008©

Ausente, não me encontro. Entretanto, a quem esperas?

EU não sou eu mesmo quando estou aqui,
Adquiro uma personalidade distinta,
Pois quem me conheceu, talvez não saiba,
Que não sou este que costumo ser.

Muitos pensam que me agrada estar ,
Imaginam-me um castelo distante, bem alto,
Cujo silêncio interrompido pelo vento frio,
Faz lembrar de que fora voluntário o exílio.

Busco nas lembranças de um passado, quiçá
Não tão longínquo assim, alguém que já não sou,
Ou na distância imposta por escolhas feitas,
A conseqüência do que agora vivo e (re)colho.

Eu serei eu mesmo quando estiver,
Buscarei minhas raízes esquecidas,
Pois quem me conhecer, de certo saberá,
Que serei aquele que jamais deixei de ser.

segunda-feira, 3 de março de 2008

[dúvida poética] Talvez

s4br 2008©

Desde lejos, partiste... ¿Tal vez, quizás, a lo mejor?

É, fiz minha parte,
Tinha de tentar, não é mesmo?
Não se preocupe, sei como é,
Nem sempre dá certo.

Talvez estivesse de 'TPM',
Talvez não soubéssemos quem somos,
Talvez fosse saudade do passado,
Talvez não quisesse, simplesmente.

Tudo fica no talvez,
Porque, na verdade,
Ainda que não espere tal verdade,
Não haverá outra vez.

Pois o encanto se quebrou,
A magia que havia acabou,
Não há como colar os cacos,
Bem, já foi. Melhor partir pra outra...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

[Maniqueísmo Poético] El malo y el bueno

s4br 2008©

Lo malo: un pasado de sacrificios humanos. Lo bueno: la poderosa energía de la Pirámide del Sol, Teotihuacán, México.

EL malo hace su 'carita de ángel',
El bueno se queda callado, espera.
El malo viste su 'ropa de pobrecito',
El bueno no quiere que nadie más sufra.

En un cambio de papeles, ser malo es lo bueno,
Que por no preocuparse, se convierte en ilusión, en sueño.
En un engaño más grande aún, ser antes bueno, ahora es lo malo
Porque suena realidad, se muestra demasiado aburrido para encantarse.

Pero por suerte (o quizás casualidad, a lo mejor, justicia),
Mismo que aparentemente ganador, el malo sigue mal,
Tiene todo lo que quiere, pero nada le conviene,
Porque, de verdad, no le pertenece, ni le da ganas.

Por su parte, el bueno, tampoco se sale mejor (ni peor),
Ya que se olvida de hablar lo que quiere, lo que desea,
No se le ocurre decir al mundo a que viene, lo que aspira,
Y se queda solo, como si fuera este su destino, en silencio.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

[poema precário] Night in Bailão

s4br 2007©

Uma mesa de bar, uma cerveja gelada...

VODCA russa, made in 'lá na esquina'?
Bolsa Louis Vuitton, made in 'não sei quem fez'?
Óculos D&G, made in Largo 13?
Onde fui me meter, em meio a tantos lugares?

The Doors virou forró,
Led Zeppelin em ritmo de vanerão,
Deep Purple é quase xote,
Iron Maiden tocado em samba no salão!

Technopop alemão misturado a 'funk' carioca,
Decibéis acima do tolerável, já não sei mais onde estou!
Dance Music inglês mesclado a samba-enredo,
Luzes intensas confundem minha percepção.

Quem somos, em meio a tanta confusão,
O que sentimos, quando ouvimos tremenda 'mixagem',
Tampouco importa, ainda que seja verdadeiro,
Pois é neste 'Bailão' que eu me perco!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

[en español] Dibujos y Palabras

s4br 2007©

Concrete sillouetes at sunrise, Sao Paulo, Brazil

NUNCA fui bueno con dibujos,
Luego me tocaron las palabras,
Pintura, escultura, cerámica:
Intentos fallidos, aunque me encanten.

Nunca fui bueno con deportes,
Luego me tocaron las canciones,
Baloncesto, balonmano, balompié,
Esfuerzos perdidos, aunque me gusten.

Quisiera ser bueno con palabras,
Para poder mezclarlas cuando sea,
Pues si a mi me quedasen algunas letras,
Versos, estrofas y poemas a ti ofrecería.

Quisiera ser bueno con canciones,
Para poder crearlas cuando sea,
Pues si a mi me quedasen algunas notas,
Tonos, timbres y voces les casaría.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

[poesia petroquímica] Destilar-me, sublimar-me

s4br 2007©

Mais um dia de trânsito na Cidade do México...

FUMAÇA, fuligem e poluição, inspiro,
Cercado por carros, luzes e buzinas.
Monóxidos, Peróxidos e Dióxidos, expiro;
Sou somente mais um, em meio a tantos.

Asfalto, concreto e metal, transpiro,
Absorto em pensamentos vagos, fatos inconclusos.
'ABS', 'CFC' e 'GLP', suspiro;
Sou sempre o outro, em segundo plano.

Ainda que fosse mais astuto e vibrante,
Não tenho força suficiente para deixá-la:
De verdade, quisera destilar-me, sublimar-me...

Por mais que tente escapar desta metrópole,
Não vejo meios de dissociar-me de si:
Somos o um e o todo, todos somos um só.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

[clausura poética] Sem fronteiras

s4br 2007©

Grades ou persianas: há dias em que, sinceramente, me parecem iguais...

NUMA ilha de concreto e metal,
Sigo sem fronteiras, sem vizinhos,
Sem contato, sem destino.
Cercado de sombras por todos os lados,
Velhos fantasmas reaparecem,
Para um cordial 'mi casa es tu casa'...

Entretanto, não pertencemos uns aos outros,
Igual como água e óleo são imiscíveis,
Uma área em litígio nos desune: rasgando, separa-nos.
Onde a ninguém pertenço e por alguém espero.
Pois se um dia (temo), será pior,
Amanhã (não, por favor, não!), pior será...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

[momento de reflexão] O silêncio

s4br 2007©

Uma paisagem para ouvir 'Enjoy the Silence'...

Ao ler o artigo publicado pelo amigo Alexandre no 'blogue' "O Gato que Pesca", intitulado "Silêncio", pus-me a refletir e a tecer algumas palavras sobre o interpretado. Um genuíno e legítimo "Momento de Reflexão"... Eis o resultado.

Forte abraço!

MOMENTO acolhedor, protetor, reparador.

Há de ser apreciado, vivido, sentido.

Pois em silêncio, compreende-se, encontra-se, escuta-se.